domingo, 25 de maio de 2008

COMIDA PARA VIAGEM


O objetivo deste artigo é procurar incentivar as pessoas a adotarem bons hábitos alimentares durante suas viagens de aventura, sendo importante para nutrição, auto-estima e sociabilização os indivíduos, seja no camping com os amigos, no acampamento com os parceiros de viagem ou solo. É o momento de pensar em outras coisas importantes para o seu bem estar e das pessoas que estão compartilhando o momento com você. Sempre preparo minha comida e as vezes faço grandes amizades em volta da fogueira. Esse é um momento que procuro unir as pessoas ou os seus pensamentos para fortalecimento do que virá em seguida. Faça essa receita em casa inicialmente, como forma de familiarizar e decorar com os ingredientes e sua performance com o prato, depois é planejar a viagem.
INGREDIENTES:
filé de peixe (qualquer um)
batatas cortadas em rodelas finas
cenouras em rodelas finas
cebola em rodelas
tomate em rodelas
dente de alho fatiado
Sal e pimenta do reino a gosto
Suco de um limão
1 pouco de óleo por cima...

MODO DE PREPARO:
Limpe o file com água e limão;
Procure colher folhas de bananeira para forrar a grelha, que pode ser de pauzinhos de madeira ou especifica de metal (eu tenho uma que mandei fazer, ficou do tamanho de um caderno universitário, é fácil de carregar, tanto na mochila como no alforge).
Muito cuidado durante a busca das folhas de bananeira, devido a presença de uma aranha chamada armadeira (banana spiders).
Prepare tudo sobre a grelha forrada com as folhas ou papel alumínio, detalhe quanto maior for os pedaços dos legumes, maior será o tempo de cozimento, porém a carne do peixe não poderá ficar cozinhando por muito tempo.
Coloque uma fila de legumes na primeira camada e depois o peixe por cima, em seguida cubra a carne com o restante dos legumes.
Faça uma bolsa bem fechada dos legumes e peixe, pois o objetivo é cozinhar a comida na folha da bananeira num tipo de forno.
Não deixe a grelha muito próxima do fogo, pois poderá pegar muita fumaça* e passar o gosto para os alimentos e pior, os pauzinhos da grelha podem queimar, e a comida cair na fogeira.
Se você não tiver os legumes, não faz mal, poderá fazer da mesma maneira, apenas com sal, principalmente com peixe fresco. (fiz isso em Superagui na praia deserta).
É muito importante a boa alimentação durante a viagem e você mesmo poderá fazer a comida, levando pouca coisa e gastando quase nada. Essa comida é fonte rica de carboidratos dos legumes, proteína e gordura do peixe.
Bom apetite.
* galhos e folhas verdes fazem muita fumaça.

sábado, 24 de maio de 2008

MALABIKE V8 CICLOTURISMO




É uma malabike que oferece praticidade e segurança sem perder a resistência, conseqüência da constituição do tecido, tornado o equipamento compacto e leve. A malabike pode ser utilizado de modo convencional ou alternado, ou seja, existe a possibilidade de ser transportado durante a viagem, oferecendo ótima opção para roteiros de transporte combinado.

Algumas das características da malabike V8
Corpo em poliéster 600D
Alças centrais e laterais de nylon
Presilhas de nylon
Costuras seladas
Tecido resistente a água
Leve e compacta
Bolso interno para ferramentas e peças
Base da malabike reforçada duplamente (poliéster 600D)
Bolsa de roda
Zíper de cursor duplo
TAMANHO
92X120X25 cm
COR
Preto
Combinação das cores acima descritas
PESO
1500 KG

ALFORGES V8 CICLOTURISMO












O alforge V8 cicloturismo é um equipamento próprio para o carregamento de cargas em viagem de bicicleta. O alforge tem todos os ajustes compatíveis de adaptação nos diversos modelos de bagageiros, tanto na fixação superior sobre o bagageiro e ajuste nas laterais, impedindo o deslizamento para o lado e para frente.
Na parte interna o alforge é constituído de uma placa rígida de EVA de 5mm, responsável pela apresentação estética. O cicloturista pode encontrar um bolso interno em cada compartimento, ideal para condicionar desde documentos e dinheiro até pequenas ferramentas.
O fechamento do alforje V8 cicloturismo acompanha a tendência da simplicidade sem perder a segurança e proteção dos objetos no interior. O sistema é similar aos encontrados nos sacos estanques de cannyoning, onde são realizadas dobras e clipaggem nas laterais.
Características gerais
· 100% cordura® 500
· Fechos de nylon
· Fitas de regulagem de nylon
· Velcro Ykk
· EVA de 5mm na parte posterior
Capacidade
Mínimo: 80 litros (40 litros cada bolsa)
Máximo: 100 litros
Tamanho padrão
40 x 28 x 20cm
Peso
1250 kg

terça-feira, 13 de maio de 2008

ESCOLHA UMA BARRACA


Existem vários modelos de barracas comercializadas no mercado atualmente, basta avaliar adequadamente qual será a condição de exposição da barraca durante a viagem (verão e inverno). Para o cicloturista que viaja duas vezes ao ano (julho-janeiro), recomendamos a aquisição de uma barraca de 4 estação, ou seja, os materiais envolvidos na confecção, são planejados tanto para as condições de calor, como frio. É claro que em condições extremas este tipo de barraca não vai propiciar conforto e segurança suficiente ao cicloturista. Para condições adversas e incomuns, tais como, campo de gelo e altitudes elevadas é sensato analisar uma barraca técnica para essas situações, ou até mesmo, específica para cada condição. Uma questão bastante importante está em relação as dimensões da barraca, se o dinheiro for curto, é interessante comprar uma barraca para duas pessoas, pois quando viajar sozinho, suas bagagens (alforges etc), estarão bem acomodadas no interior da barraca, entretanto, para viagens com duas pessoas, a barraca “poderá” ser ocupada pelos dois cicloturistas.
Outra característica importante esta vinculada ao peso. Em viagens de cicloturismo o peso transportado é muito importante ao bom ritmo de velocidade e conseqüentemente desenvolvimento de quilometragem. Preferencialmente escolha uma barraca com varetas de alumínio, elas são mais resistentes e duráveis quando comparadas as similares de fibra de vidro. Caso a vareta entorte, existe lojas que oferece varetas de alumínio para reposição, ou até mesmo com o fabricante, por isso também é relevante levantar com o revendedor a possibilidade de assitencia técnica da barracas e seus componentes.
A impermeabilidade da barraca é uma das coisas que diferem as ótimas das boas. Verifique antes de comprar as especificações do fabricante quanto a resistência em colunas d’agua da barraca, ou seja, a capacidade do tecido reter a água, antes de atravessá-lo.
Algumas barracas importadas também apresentam capacidade de reter a propagação de fogo pelo tecido especial, impedindo que a barraca inteira seja consumida pelo fogo, em caso de acidente.
Hoje no Brasil devido ao encolhimento da procura por esse tipo de produto e característica do nosso clima, as barracas são especificas para temperatura dos trópicos, porém existe marcas fabricas nos países vizinhos como, Argentina e Chile que poderão ser específicas as condições de turismo de aventura destes países.
Ao finalizar orientamos aos cicloturistas iniciantes a aquisição de um material que possa oferecer segurança e conforto durante a “hospedagem” e que seja de fácil transporte sem acarretar em carga adicional, lembrando também da durabilidade do produto em relação as viagens futuras.
Caso haja alguma dúvida, envie para discussão.
Boas pedaladas.

sábado, 10 de maio de 2008

Bouldering


Bouldering é um tipo de escalada em pequenas rochas ou paredes, utilizando apenas proteção de colchões. Para este esporte o objetivo é realizar a ascensão de forma mais tecnica possível. Quanto maior o tempo de pratica e dedicação a modalidade, igual será os riscos do desenvolvimento de lesões. Escaladores devem estar ciente dos fatores de risco e capacidade de intervir logo aos primeiros sinais e sintomas de lesão. A ciência do exercício tem procurado investigar a prevalência e incidência de lesões. Referindo as lesões e síndromes de uso em excesso em boulderers. O esporte parece ser mais seguro quando comparado a modalidade em ambiente natural. Analisar boulderers que procuram tomar medidas preventivas entre os grupos estudados, parece não apresentar resultados satisfatórios, pois ambos praticantes de escalada indoor e outdoor apresentaram associação as lesões nos dedos e nos tornozelos. Porém os estudos afirmam que praticar bouldering outdoor aumenta o risco de prejuízo aos dedos das mãos.
Medidas de prevenção devem ser adotadas desde os praticantes iniciantes, como técnicas de encordoamento de segurança e queda. As paredes e terreno deverão ser completamente cobertos com tapetes e colchões suficientes. Quanto aos escaladores mais experientes, devem reduzir a ascensão em vias mais técnicas, como a utilização de agarras pequena e distantes do corpo, bem como, rotações da perna, enquanto estiver sustentando pressão.

Vanderson Cleyton Nascimento

Profissional de Educação Física/Ergonomia do Trabalho

CREF: 008691 G/PR

REFERENCIA BIBLIOGRAFICA
1. JONES, G.; ASGHAR, A.; LLEWELLYN, D. J. The epidemiology of rock climbing injuries. Br J Sports Med. v. 7, dez, 2007.
2. STELZLE FD, GAULRAPP H, PFÖRRINGER W. Injuries and overuse syndromes due to rock climbing on artificial walls. Sportverletz Sportschaden. v. 14, n. 4, p. 128-33, dez, 2000.
3. WRIGHT, D. M.; ROYLE, T. J.; MARSHALL, T. Indoor rock climbing: who gets injured?
4. Br J Sports Med. v. 35, p. 6, p. 45, dez, 2001.


sexta-feira, 9 de maio de 2008

MORTE SÚBITA CARDIACA NA MONTANHA


MORTE SÚBITA CARDIACA - SUDDEN CARDIAC DEATH (SCD)

Os esportes de montanha vêm ganhando adeptos nos países emergentes. Especula-se que na EU existam uma elevada percentagem dos caminhantes e esquiadores adultos de meia idade 34-50 anos, com doenças cardiovasculares, mas pouco se sabe sobre a verdadeira freqüência de doenças cardiovasculares em esquiadores e montanhistas (FAULHABER et al., 2007)
O trekking e hiking está associado com a taxa de mortalidade de cerca de 4 mortes por 100000 caminhantes anualmente. Cerca de 50% de todas as mortes durante a caminhada montanha são mortes súbitas cardíacas ( BURTSCHER et al., 2007).
Morte súbita cardíaca é a principal causa de mortes em indivíduos do sexo masculino com mais de 34 anos de idade durante a caminhada ou descidas de montanhas (BURTSCHER et al., 2007).
A freqüência das doenças cardiovasculares é dependente a idade e maior relacionada nos homens. A hipertensão arterial é a principal doença cardiovascular em montanhistas. Todas as pessoas com doença arterial coronária com ou sem enfarto anterior do miocárdio e 79% das pessoas com doenças cardiovasculares, em geral, são do sexo masculino com idade superior a 40 anos (FAULHABER et al., 2007)
A prevalência de doenças cardiovasculares foi determinada por entrevista com 527 montanhistas e 785 esquiadores. Dois grupos (n = 35) realizaram hiking em baixa altitude (600 metros) e em grande altitude (2000 metros e 3500 metros). Hiking e esquiar em intensidade moderada resultam em moderada respostas cardiovasculares e metabólicas que também são bem tolerados por pessoas sem doenças cardiovasculares e respiratórias graves. O baixo condicionamento e o aumento da altitude e a intensidade aumenta do exercício, aumentam a probabilidade de crises cardiovasculares. Um elevado grau de aptidão, baseado especificidade da atividade restringe as respostas negativas e melhora a tolerância ao esforço físico (BURTSCHER et al., 2005)
Estas conclusões dos estudos pesquisados permitem identificar que os hikers com maior risco de marte súbita cardíaca é recomendado adotar medidas preventivas, como por exemplo, intervenções farmacológicas e adaptação específica na montanha. É também necessário oferecer treinamentos de reanimação cardio-pulmonar para todos os montanhistas.


REFERENCIA BIBLIOGRAFICA
1. BURTSCHER, M. Risk of cardiovascular events during mountain activities. Adv Exp Med Biol. v. 618, p. 1-11, 2007.
2. BURTSCHER, M.; FAULHABER, M.; KORNEXL, E.; NACHBAUER, W. Cardiorespiratory and metabolic responses during mountain hiking and downhill skiing. Wien Med Wochenschr. v. 155, n. (7-8), p. 129-38, abr, 2005.
3. BURTSCHER, M.; PACHINGER, O.; SCHOCKE, M F.; ULMER, H. Risk factor profile for sudden cardiac death during mountain hiking. Int J Sports Med. v. 28, n. 7, p. 612-14, jul, 2007.
4. FAULHABER ,M.; FLATZ, M.; BURTSCHER, M. Frequency of cardiovascular diseases among ski mountaineers in the Austrian Alps. Int J Sports Med. v. 28, n. 1, p. 78-81, jan, 2007.
5. FAULHABER, M.; FLATZ, M.; GATTERER, H.; SCHOBERSBERGER, W.; BURTSCHER, M. Prevalence of cardiovascular diseases among alpine skiers and hikers in the Austrian Alps. High Alt Med Biol. v. 8, n. 3, p. 245-52, 2007.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

BTT- CORRIDA DE ORIENTAÇÃO

Orientação é um desporto individual que tem como objetivo percorrer uma determinada distância em terreno variado e desconhecido, obrigando o atleta a passar obrigatoriamente por determinados pontos no terreno (postos de controle) e descritos num mapa distribuído a cada concorrente. A finalidade deste estudo foi investigar os efeitos dos sistemas de suspensão no estresse muscular, gasto energético e o tempo de julgamento no desempenho de BTT. Foram testados três sistemas de suspensão, uma estrutura rígida bicicleta (RIG), uma suspensão no garfo da bicicleta (FS), e uma bicicleta full suspension com suspensão dianteira (FSR). Os ciclistas pesquisados apresentaram menor estresse muscular, indicado após período de descanso (24 h) e freqüência cardíaca, quando pedalam com FS e FSR. Apesar da FS e FSR pesar entre 0,7 e 2,2 kg a mais do que a bicicleta rígida, não foram observadas diferenças para o dispêndio energético e a pedalada com a FS quando pilotando em cross country resultando na finalização mais rápida em comparação a bicicleta FSR ou rígida.
REFERENCIA BIBLIOGRAFICA
SEIFERT, J. G.; LUETKEMEIER, M. J.; SPENCER, M. K.; MILLER, D.; BURKE, E. R. The effects of mountain bike suspension systems on energy expenditure, physical exertion, and time trial performance during mountain bicycling. Int J Sports Med. v. 18, n. 3, p. 197-200, abr, 1997.